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A descoberta (parte 1)

  • 3 de mar. de 2017
  • 3 min de leitura

Oi amorzinhos, hoje eu vou falar sobre como eu descobri que tinha câncer e tudo o que eu senti naquele momento, sendo divido em 2 partes para não ficar chato e cansativo pra vocês.

No finzinho de 2014, eu comecei a sentir uma dor insuportável no tronco, não sabia dizer exatamente onde, se era estômago, abdome, fígado, etc, só sabia que era uma dor terrível que durava uns 5 dias direto e não me deixava dormir. Vendo esse sofrimento, minha mãe marcou uma consulta com um clinico geral e nós fomos, chegando lá fui atendida por uma doutora (Valéria, o nome) e ela então pediu exames de sangue que eu levei dias depois, ela me encaminhou para o pronto atendimento pedindo internação de urgência pra que eu fizesse uma transfusão de sangue pois estava com anemia importante, uma anemia grave que poderia virar leucemia segundo fui informada.

Dia 3 de janeiro 2015 fui internada no PA de Pedro Leopoldo, a dor melhorou com um buscopan na veia e fui mantida em jejum até o dia 5 para a realização de um ultrassom, depois de feito o exame, não autorizaram que eu comesse porque não havia nenhum médico para isso e eu teria que esperar até o do plantão chegar. Mas, como eu tinha convênio e tinha conseguido uma vaga no Hospital do Barreiro em Belo Horizonte, fui mandada pra lá. Cheguei já no final da tarde e um médico autorizou que eu comesse (graças a Deus). Fiquei mais cinco dias nesse hospital fazendo exames e tratando a anemia com transfusões e sulfato ferroso, mas não foi achado nada anormal nos meus exames então me liberaram.

Voltei pra casa.

Fiquei sem dor durante uns três meses, mas quase no meio do ano comecei a sentir uma dor ainda mais forte e já conseguia identificar os locais: abaixo da axila direita, entre as duas mamas e abaixo da mama direita. Notei que meu pulmão direito parecia mais "alto" que o esquerdo e que havia um pequeno nódulo na mama direita. Fui em um ginecologista e este me disse que eu não precisava me preocupar, que eram os meus hormônios e que com o tempo o nódulo e a dor sumiriam.

Voltei pra casa.

Mais alguns meses sentindo dor e o nódulo só crescia, resolvi procurar outro ginecologista. Ele me examinou e encaminhou para uma mastologista. A mastologista depois de me examinar disse que me operaria por RS2.000, 00, que era uma coisa boba e que eu poderia vir embora no mesmo dia da operação. Por achar ela um tanto apressada e visando minha saúde e bem estar (óbvio), procurei outro mastologista. Este, me examinou no início de 2016, pediu um ultrassom das mamas e uma biópsia, que não acusaram nada anormal. Não convencido, me encaminhou para o Hospital Santa Casa de Belo Horizonte, fui internada no dia 11 de abril e permaneci lá até o dia 28 fazendo exames como biópsias e tomografias onde foi descoberto uma neoplasia maligna (tumor).

Em maio de 2016, fui atendida por um oncologista que me explicou que eu estava com um tumor e disse que precisava esperar o resultado de um ultimo exame para que começássemos o tratamento. Dia 19 do mesmo mês, fui diagnosticada com Sarcoma de Ewing na costela direita, o tumor media 12x8cm, perfurava o pulmão e já encostava no pericárdio (para quem não sabe, pericárdio é uma membrana que reveste o coração) e no dia 20 já iniciei a quimioterapia.

E é isso meus anjinhos, agora já estou operada, minha cirurgia foi dia 6 de outubro de 2016, continuo a quimioterapia até junho e devo começar por agora a radioterapia.

Esse post é mais pra informar as pessoas que tinham curiosidade sobre o meu caso, muita gente pergunta o que eu tenho e a pergunta seguinte sempre é "como você descobriu?", então tá aí como descobri.

Um beijo gigante pra vocês e logo logo eu posto a segunda parte.

 
 
 

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