Para a mulher da minha vida.
- 2 de dez. de 2017
- 4 min de leitura
Oi amorzinhos, e aí? Eu andei MUITOOOO sumida, eu sei, mas não me abandonem, por favor, aconteceram várias coisas e a pior delas é que me fez voltar pro blog e pra vocês e é justamente sobre isso que eu vou falar hoje.
Há quase dois meses eu perdi minha mãe. Eu quase não falo sobre isso nem em rede social, nem pessoalmente também, porque é um assunto muito difícil e doloroso pra mim, mas hoje resolvi falar sobre isso em consideração as pessoas que gostavam e torciam pela melhora dela, o que infelizmente não aconteceu.
Resumindo, minha mãe adoeceu já no final do meu tratamento em junho e daí até outubro foi uma luta, ela internou e não conseguiam um diagnóstico do que ela tinha e ela foi piorando cada vez mais, houve sim uma melhora no caso dela, ela voltou a comer, estava mais alegre, mais corada, mais animada pra voltar pra casa, porém o preparo para uma colonoscopia que ela teve que fazer, a derrubou de novo e daí pra frente tudo desandou, ela parou de comer, de andar, enfraqueceu e foi parar no cti com problemas respiratorios e batimentos fracos e aí cinco dias depois, durante a madrugada, ela sofreu uma parada cardíaca e foi morar com Papai do céu. Todos os dias pra mim desde que isso aconteceu têm sido difíceis, eu penso nela o tempo todo e às vezes acho que foi tudo um pesadelo e que se eu a esperar, às 17:10 ela vai chegar do trabalho e me dar um beijo, como sempre fez. Mas ela nunca chega.
Eu posso dizer que passei a ver a vida de outra forma desde que a minha mãe se foi, eu nunca tinha feito nada sem ela, desde ir no supermercado a ir em uma entrevista de emprego e agora que ela não está mais aqui, eu simplesmente tenho que me virar. Não é fácil, nunca foi e, talvez, nunca seja, mas a minha mãe me ensinou a batalhar pelos meus sonhos e ir atras do que eu quero, não ficar sentada esperando que as coisas caiam do céu. Ela era guerreira, criou duas filhas sozinhas (acho que já disse isso em outro post aqui e se não disse, to dizendo agora), sem depender de ninguém pra nada, ela trabalhava dia e noite, em dois empregos ou até três se os horários batessem, pra não deixar que nada faltasse a mim e a minha irmã. Ela era uma mãe cuidadosa, carinhosa e super protetora, uma mãezona. E era uma mulher de princípios e de um caráter que eu tenho que aplaudir de pé. E a minha alegria hoje é dizer que ela deixou três filhas de bom coração e um caráter tão bom quanto o dela.
Minha mãe e eu éramos que nem feijão com arroz, onde uma tava a outra ia atrás, não dormiamos sem dar boa noite, nem sem a outra ter chegado em casa, a gente se amava muito e se respeitava igual. E onde quer que eu vá, só ouço coisas boas dela. O meu maior orgulho é ter nascido dela, de ter tido o prazer de viver 20 anos ao lado da mulher que eu mais admiro no mundo, a pessoa que sempre me inspirou a ser melhor, que sempre se dedicou pra que eu tivesse um boa educação, que me apoiou nas minhas decisões, que me incentivou a ir atrás do que eu quero. E por isso, eu só quero agradecer a ela, onde quer que ela esteja, por ter existido na minha vida e no mundo e, feito dele um pouco melhor com sua presença.
Eu adoraria que ela pudesse ler isso, que ela soubesse o quanto ela era querida aqui e isso é pouco pro tanto que ela merecia, minha mãe merecia o mundo, mas o mundo não merecia alguém tão especial quanto ela e acho que por isso Deus a quis tão perto Dele, num lugar tão melhor que esse.
Acho que falo por toda a minha família quando digo que na teoria é fácil saber porque Deus a levou tão rápido, mas na prática ainda é difícil aceitar que não vou ser a "testadora" de receitas oficial da dona Rita mais, que não vou ver ela rindo sentada no passeio batendo papo com os vizinhos, que não vai ter mais nenhum artesanato novo dela no meu quarto e que a casa agora está vazia porque ela preenchia esse lugar com a fala alta, as risadas e os louvores da igreja.
Escrever ou falar sobre ela sem chorar, pra mim, ainda é complicado, mas um dia sei que mão vai mais doer tanto e que as boas lembranças que tenho dela ficarão por toda a vida e, a esperança de que um dia ainda vou voltar a vê-la.
À minha mãe, eu só tenho a agradecer por tudo que fez por mim, por fazer de mim quem sou, por ter sido a minha mãe e por ter existido. Tudo o que eu fizer de bom, dedicarei a mulher da minha vida, que sempre foi e sempre será, Rita de Cássia da Silva.
À quem estiver lendo, por mais clichê que soe, dá valor a quem te deu a vida e a quem dá a vida por você, sua mãe é o seu maior bem, então corre nela e diz que a ama, deixe ela saber.
Obrigada por lerem!
Um beijo e até mais!
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